Nem todo esquecimento é um problema de memória

Ao pensarmos nos cuidados com a memória, é importante entendermos que algumas habilidades estão integradas ao seu funcionamento.

Uma vez que a memória não é uma habilidade única, e sim um conjunto de habilidades, e a atenção é parte do seu funcionamento.

De acordo com as Neurociências, a memória, é uma habilidade mental complexa, e com vários subsistemas, sendo caracterizada em etapas como: o recebimento da informação, o armazenamento, a gravação e posteriormente a evocação ou o resgate da informação memorizada.

Para que um processo de memorização seja eficaz é necessário que estejamos atentos, ou seja focados e concentrados na primeira etapa do processamento de memorização, que é o recebimento da informação.

Vamos então entender um pouco mais sobre esta importante habilidade, a atenção!

Entendendo sua atenção

Também chamada de capacidade atencional esta é a função cerebral responsável pela escolha dos estímulos que representam o foco de maior interesse para o indivíduo em um dado momento, possuindo grande importância para a realização das tarefas em seu cotidiano.

A ciência descreve em sua definição, quatro grandes tipos: a atenção dividida, a atenção alternada, a concentrada e a seletiva. A atenção dividida é caracterizada como tradicionalmente, quando a pessoa tem um foco em pelo menos dois estímulos simultâneos, chamados de estímulos e metas.

A atenção alternada também tem sido denominada como a nossa flexibilidade mental, sendo igualmente definida como a possibilidade de atender ora um estímulo, ora outro.

Encontra-se ainda na ciência a atenção concentrada, que foi definida como a capacidade de selecionar o estímulo relevante do meio e dirigir sua atenção para esse estímulo.

Como a quantidade de estímulos que recebemos diariamente é imensa, o nosso cérebro está constantemente num processo de seleção.  Neste sentido a atenção seletiva é a capacidade de selecionar um tipo de informação mediante a exclusão de outras, e para isso utilizamos diversos mecanismos neurais.

No dia a dia, muitas vezes estamos lidando com inúmeras demandas ou situações, e muitas vezes não prestamos à devida atenção ao que estamos executando, ou às informações importantes que precisamos reter, neste momento a qualidade do processo de memorização sofre influência, e temos um processo de memorização pouco eficiente.

Por isso lembre-se para termos um bom processo de memorização precisamos ter um bom desempenho de atenção.

E nem todo esquecimento, é um problema de memória pode ter relação com a desatenção. Situações de estresse, ansiedade, tristeza, agitação e preocupações interferem no foco da nossa atenção.

Algumas dicas para melhorar o desempenho de atenção e concentração:

  • Coloque metas, das atividades que pretende realizar no dia, evitando assim o esquecimento de tarefas importantes;
  • Faça uma atividade por vez, quanto mais focados, menor será a sobrecarga para a atenção e menor as chances de esquecer de concluir alguma etapa da tarefa realizada;
  • Leia de um pequeno texto sobre meio ambiente, cultura ou saúde, ou um poema e conte mentalmente quantas vezes determinada sílaba ou palavra apareceu no texto;
  • Leia uma sequência de três palavras em determinada ordem e depois as repita em ordem inversa.
  • Realize atividades de cálculo mental, no ábaco, ou soroban, a fim de potencializar o seu desempenho de atenção visual, concentração, raciocínio e cálculo;
  • Realize atividades de atenção visual: como o jogo dos sete ou oito erros, em que a mesma figura é comparada, porém com algumas diferenças presentes, que o participante precisará considerar como um erro entre as figuras.
  • Realize atividades que sejam prazerosas para você, evitando assim a sensação de estresse, ansiedade e tristeza.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a importância do desempenho de atenção, realize atividades cognitivas e cuide da saúde do cérebro.

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Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva– Docente do Curso de Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).

Pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (GNCC-FMUSP). Coordenadora do Curso de Pós-graduação em Gerontologia da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS).

Membro da diretoria da Associação Brasileira de Alzheimer- Regional São Paulo e da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

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